O nosso clube foi profissionalizado em 1988. Portanto, 22 anos de profissionalização. Desde então participamos de pelo menos 16 (dezesseis) Campeonatos na 2ª divisão e 2 (dois) na primeira. Sempre indo até o fim, independente de resultados. Um dos motivos que faz com que participemos do campeonato é simples: dar continuidade ao trabalho de base que é desenvolvido pelo clube, oferecendo aos jovens oportunidade de aparecer para outros clubes, não só de fora do estado, mas para os daqui também. Pois entendemos que não existe o GRANDE se não existir o pequeno.
Em 2009 não disputamos porque foi proibida a instalação de arquibancada metálica. E, para não ficarmos inativos, disputamos a "COPA METROPOLITANA", conquistando o título de forma invicta.
Isso nos motivou a executar um projeto de construção de arquibancadas, que permitisse mandar nossos jogos em Vila Velha, ou seja, na nossa casa. E, com a ajuda de pessoas da comunidade conseguimos deixar o nosso estádio muito bonito. Melhoramos nosso campo de jogo. Pagamos o alvará da CBF (R$ 1.250,00), o alvará da Federação ref. 2009 e 2010 (R$700,00), quitamos uma dívida de borderô de R$ 350,00, pagamos R$ 2.300,00 à Federação referente à registro, inscrições e formulários. Lançamos um projeto para captar recursos, oferecendo espaço publicitário no muro interno do nosso estádio e no material esportivo. Infelizmente, apesar de muitas promessas, não conseguimos o resultado esperado. Montamos um grupo de jovens que queriam uma oportunidade de aparecer e se profissionalizar. E, como a maioria trabalha, passamos à treinar à noite (como podem ver foto). Enfim, foi uma entrega de todos de uma forma incondicional.
Contamos com a compreensão da Federação que marcou na tabela os 2(dois) primeiros jogos nossos, fora de casa, mais precisamente em Colatina, para que pudéssemos preparar o estádio. O primeiro diante do CTE-Colatina e o segundo diante do Colatina. Jogos que a equipe mostrou condições de crescimento. No primeiro fomos infelizes nas finalizações de jogadas criadas para gol e perdemos por 2 x 0; no segundo, fomos prejudicados escandalosamente pela arbitragem e perdemos de 2 x 1.
Enquanto isso os trabalhos para que o estádio fosse liberado pelo Corpo de Bombeiros continuavam. Pagamos a taxa de vistoria (R$ 287,00) e, aguardamos. Como não foi possível ser feita em tempo de jogarmos diante do ARACRUZ já no nosso campo, acertamos com o VITÓRIA FC o aluguel de sua praça esportiva no valor de R$ 1.500,00. Treinamos a semana toda, e quando chegou a sexta feira recebemos das mãos do Sr. Diretor da FES (Gustavo Vieira), um DUA no valor de R$ 1.509,00 referente à taxa de policiamento. O que nos revoltou, já que tínhamos discutido no último arbitral na Federação quanto ao problema de quem iria definir a quantidade de policiais nos estádios e os valores respectivos.
Como pode em um jogo que pouca gente sabia que iria acontecer, a não ser as pessoas envolvidas, já que a 2ª divisão não é divulgada, com público estimado de aproximadamente 60 pagantes, pagarmos esse valor, já que a renda não chegaria nem a R$ 400,00? Pra que tanto policial num Estádio vazio? Não seria melhor esses policiais estarem nas ruas dando segurança à população? Qual é a proporção de contingente policial para o povo brasileiro? Será que depois de proibirem a venda de bebidas alcoólicas no estádios, a violência aumentou ou os estádio estão sendo frequentados por bandidos e marginais? Nós do tupy, como clube da segunda divisão não temos nenhuma ajuda do poder público e, ao invés de recebermos ajuda, temos que pagar? Ou seja, o governo quer tirar do já pobre futebol capixaba? Não entendemos porque os jogos na Grande Vitória precisam de tantos policiais uma vez que em Colatina nos dois jogos que fizemos só tinham três policiais. Será que estão fazendo confusão na hora de definir valores comparando o futebol com shows artísticos que arrecadam muito mais e onde o risco é maior, uma vez que a venda de bebidas alcoólicas é liberada? Se isso está acontecendo a Federação tem que procurar uma forma de acertar e ajudar os clubes na solução do problema. E, não apenas, mandar pagar.
E para reforçar nossa decisão, veio a vistoria do Corpo de Bombeiros que não aprovou nosso estádio por não ter capacidade para 1.000 lugares sentados. O estranho é que existe estádio sediando jogos da PRIMEIRA DIVISÃO que não tem capacidade nem para 1.200 e estão aprovados como tendo capacidade para 2.000. Que critério é esse?
Então decidimos nos retirar, pois o custo de cada jogo fora de casa incluindo aluguel de campo (R$1.500,00), Ambulância (R$ 500,00), Policiamento (R$1.500,00), Borderô (arbitragem, fiscal, delegado, tesoureiro, gandulas, porteiros, percentuais para Federação e CBF, Seguro, confecção e ingressos, INSS, bolas, etc., aproximadamente R$2.000,00), aluguel de ônibus, alimentação, lanches R$500,00, somando tudo isso um valor de R$6.000,00. Isso jogando fora de casa. No entanto se jogássemos em casa essas despesas seriam reduzidas para uns R$2.500, sem falar na renda que, com certeza, seria infinitamente maior.
O lamentável é não reconhecerem a tradição e o que o TUPY já faz pelo futebol Capixaba. Pois, demos nossa contribuição trazendo Túlio em 2003; trouxemos em 2009 o Célio Silva para ser nosso treinador; já fizemos jogos amistosos com Fluminense e Vasco da Gama; possuímos um patrimônio de grande valor; estamos, mesmo sem apoio algum, procurando fazer com que o torcedor canela verde assista nossos jogos em Vila Velha; estamos quites com nossas obrigações junto à Federação e CBF, enquanto muitos times não estão. Basta entrar no site da FES, a maioria devendo borderô e ameaçada de eliminação, e estão disputando o campeonato. Enquanto isso, fomos impedidos de registrar três contratos em uma terça feira, porque tínhamos feito compromisso de quitação dos valores devidos na quarta feira. Não vimos por parte do diretor da FES nenhum interesse em nos visitar para ver e comprovar as melhorias que estávamos fazendo no nosso estádio, com muito carinho, empolgação, trabalho e esperança.
Não desistimos devido às duas derrotas, pois já disputamos do início ao fim, campeonatos em que não conseguimos nenhuma vitória. Foi muito triste para nós tomar essa decisão. Só tínhamos duas coisas à fazer: Sair e acabar com o sonho de muitos jovens valores que estavam se entregando de corpo e alma; ou, continuarmos, e acumular uma dívida que comprometesse o patrimônio do clube. Quem não tem patrimônio e usa estádio municipal pode mudar de nome a cada ano. Não é nosso caso. Pedimos desculpas, mas só a panela sabe o calor do fogo. Veja abaixo fotos do nosso estádio, time e instalações e comprove o que foi feito.
NÃO DEIXAREMOS DE SONHAR. SONHOS SÃO MAIS FORTES QUE DESEJOS. DESEJOS PASSAM E SÃO SUBSITUIDOS POR OUTROS.
Um dia encontraremos alguém que acreditará e nos ajudará a realizá-los.
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